
Para quem não se lembra, porque já foi há muito tempo, a nossa ilustre chefe major e mentora, ocupando um lugar de destaque nas nossas vidas, tal e qual a nossa mãe Maria Beatriz, deslocou-se até à nossa humilde casa para celebrar connosco o baptismo dos nossos queridos novos residentes, os caloiros.
Esta celebração, como todos sabem, consiste basicamente em molhar os caloiros com água com uma mangueira. Este ritual praticado há vários anos assinala as boas vindas dos mais velhos, na voz da Mítica Grafonola, aos novos residentes. Ora, aqui a nossa chefe major (como a própria se considera, a melhor que nos já tivemos, até porque foi a única) mostrou toda a sua magnanimidade (sinónimo de: generosidade, grandeza e clemência) ao se mostrar preocupada com o facto de os caloiros poderem encolher com a água fria! (Não se preocupe excelentíssima chefe, ninguém encolheu até hoje com os longos e intermináveis dias de água gelada, no Inverno passado nos duches da Resas, por isso: Residente esfriado de água fria não tem medo.)
Sempre com a boa disposição que lhe é característica, a nossa chefe major, proferiu um pequeno discurso onde disse que ainda estava boa prás curvas e que a idade dos sixties, era a idade mais sexy. Neste ponto nós mais uma vez concordamos plenamente com a nossa chefe major, que mostrou todo o seu espírito jovem ao revelar aos residentes que foi ver o Rod Stewart e perguntou até se algum dos residentes a tinha visto por lá! (Ora, toda a gente sabe que os residentes só não foram ao Rock no Rio por não gostaram do cartaz do festival, bem como da data do evento, até porque os apoios financeiros do Siting Ass Society só estão disponíveis a partir do dia 9 de cada mês!!!!)
Celina Diona
Que queres ser quando fores grande? Bombeiro…
Ode à mãe de todos nós!
Mãe querida
Mãe querida, mãe querida
O melhor que a gente tem
Não há outro amor na vida
Igual aos amores de mãe
Feliz de quem possa dizer
Que tem ainda quem lhe deu de comer
Feliz de quem possa contar
Com o seu regaço pra se aconchegar
Graças ao SAS, que tenho ainda
Carinhos teus minha mãe querida
O teu consolo, compreensão
Tuas palavras cheias de razão
Dia da mãe devia ser
Todos os dias sem ninguém esquecer
Santa mãezinha, nossa alegria
Abençoado o teu nome Beatriz Maria
Nunca na vida por coisa alguma
Eu vou esquecer que mãe não há só uma
Feliz de quem possa dizer
Que ainda tem quem o viu crescer.
Adaptação by RACHA de "Mãe Querida" de Ágata
Nós, estudantes do IPL, provenientes de muitas das escolas e institutos de Lisboa, algumas destas situadas nos mais recônditos lugares de Lisboa, imensamente distantes desta nossa residência, como por exemplo a ESTeSL no parque das nações. Não é todo o estudante que é capaz de sacrificar os seus 20 minutos diários para fazer 3 estações de metro.
«E o mais curioso é que os alunos de outras escolas, como as Tecnologias da Saúde, situada longe dali, reiteram a escolha.»
A vida é tão difícil, o que vale é que para nos facilitar a vida, a residência encontra-se dividida em alas, uma feminina e outra masculina, não vá alguém enganar-se. (Que querida, Maria Beatriz pensa em tudo…)
«A ALA dos rapazes está claramente demarcada da ala das raparigas, mas a convivência processa-se com normalidade.»
Embora as relações homosexuais entre residentes sejam claramente permitidas, duas camas por quarto (Maria Beatriz pensa em tudo), é bom saber que é possível a realização de convívios, tertúlias e outras actividades lúdicas entre residentes do sexo oposto.
«Os quartos, quase todos duplos [60.45€ x2], são pequenos, mas os estudantes só vêem nisso vantagens, uma vez que assim conversam mais.»
Ora cá está mais um ponto fulcral que Maria Beatriz não descuidou: a comunicação. Toda a gente sabe que é impossível conversar-se mais quando o quarto é mais grande. Já viram bem o que seria de nós sem este aconchego todo??? Teríamos de voltar à primária e usar os rudimentares telefones do fiozinho com copos de iogurte… Até dá medo só de pensar.
Agora que está a chegar o fim do ano, emerge em ti a dúvida: Privacidade e gestão de espaço versus mais conversa. Será que vale mesmo a pena meter o meu nome na lista para os quartos individuais? Qual é o ser que prefere a solitária a uns bons dois dedos de conversa…
O que nos vale são os espaços comuns (mais uma vez, Maria Beatriz não negligenciou): as asseadas cozinhas, a polivalente sala de convívio e a biblioteca/ sala de estudo.
«As cozinhas existentes em cada piso permitem o trabalho em equipa, na qual as tarefas se dividem entre cozinhar e lavar a loiça»
Neste ponto surgem algumas ambiguidades. Bem sabemos que a equipa de trabalho nas cozinhas é constituída pelos que cozinham e comem (os residentes), e pelos que recolhem a loiça suja, subentenda-se deitar no lixo (“ o legado da Dona Paula”). Maria Beatriz, elucida-nos por favor! Para onde foi a equipa dos lavadores de loiça, neste ermo local onde nem detergente de loiça existe? Será que se sumiram do mundo, tal qual a Dona Paula?
«A compra de equipamentos para os espaços comuns resulta da rentabilização de máquinas de vendas oferecidas pelo SAS, processo supervisionado pelo conselho fiscal»
Surge aqui de novo a dúvida. Mãe Maria, ajuda-nos! Então, pelo que a RACHA depreende da leitura desta reportagem da Politecnia, é o conselho fiscal quem faz a manutenção das máquinas de venda. Assim sendo, não conseguimos compreender porque andam os abutres da comissão à volta das máquinas… Será que as bailarinas exóticas pediram aumento de cachê?
Ai mãe! ![]()
Petra Pimbolin
Por razões que não conseguimos controlar, e devido ao ego ferido de alguns residentes, muitos leitores não tiveram o merecido acesso à segunda edição da RACHA! Como a RACHA é para todos e não apenas para os que conseguem ser mais rapidos que Lulu, este post é exclusivamente dedicado a essa edição que concentra histórias e factos que tanto queriamos partinhar com os colegas residentes!
Portanto, para os que não conseguiram ler, ou até para aqueles que queiram fazer comentários a qualquer artigo ou a qualquer acontecimento relacionado com esta edição, aqui fica uma fiel representação da última edição em formato papel da RACHA...
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Comunica com a RACHA
Caro leitor, a RACHA volta a dar graças de si! Mas é bom que fiques ciente que a RACHA só abre quando quer… A partir de agora, a RACHA está ainda mais interactiva… Queres dar a tua opinião, tens alguma notícia bombástica, alguma informação secreta que queiras partilhar connosco ou comentários acerca das nossas edições? Ou até uma cusquice de última hora que pensas poder ter escapado aos nossos repórteres!? Esta é a tua oportunidade... Contacta-nos a partir do nosso novo e-mail! Com a tua ajuda vamos certamente ter uma RACHA com ainda mais sumo e mais abrangente a toda a comunidade residencial!
Esperamos por ti em: racha.aberta@gmail.com
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Amor verdadeiro ou sede de poder?
Sem querer ferir susceptibilidades, a RACHA tem um pequeno facto a constatar…
Após a pausa de um mandato a antiga primeira dama (o ex-libris é que não só é “a antiga”, mas também “a presente”!), volta, e traz com ela os seus inquestionáveis poderes de sedução a presidentes da comissão de residentes!
Agora levanta-se a questão: Porque esta pausa!? Seria algum defeito do ex-Presidente?
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Selecção "Vou-te saltar pra espinha"
Segundo os informadores da RACHA,
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Provérbios e Rachavérbios !
Quem cala consente! Quem não cala é a mítica grafonola!
Quem é vivo, sempre aparece! Quem é ex-residente, não desaparece…
Quem tem cu, tem medo! Quem tem um cu grande, mete medo!
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Enviada especial da Luz -Benfica envia espião para a RESAS
Na sequência de gravíssimos incidentes diários foi enviada uma espiã para manter informados os SAS- Sitting Ass Society. Começou com um mandado de invasão ao cubículo que veio a concretizar-se nos últimos dias, com a desculpa de facilitar burocraticamente a vida aos residentes que pretendem efectuar a sua candidatura para a bolsa do próximo ano lectivo. Na verdade, o intuito desta invasão territorial é ver as cassetes do “Big Brother”, para poder imiscuir, vulgo esmiuçar, a vida dos selváticos estudantes que habitam nesta residência… Por isso meus caros, cuidado, pois tal como a RACHA, o OLHO dos SAS está sempre aberto e atento…
The Sitting Ass Society is watching you, Losers!
Petra Pimbolin
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Achas que a tua vida de residente se esta a tornar monótona!? Estás entediado? Já foste a todas as divertidas excursões que as doutoras organizam e achas que não tens mais nada para fazer!? Desengana-te meu caro leitor… Existem bastantes coisas que se podem fazer nesta sempre divertida residência! A RACHA fez um levantamento quase exaustivo do que se faz de melhor nesta habitação:
a) Ver a FOX!
b) Ficar sentado no sofá azul a ver quem passa!
c) Fazer filmes promíscuos e depois de os por no YouTube… TIRA-LOS!!!
d) Jogar Ping-Pong com o segurança;
e) Escrever avisos sobre tudo e sobre nada em várias línguas para colar nas cozinhas!
f) Ladrar pelos corredores!
g) Ver as telenovelas com as empregadas de limpeza!
h) Ajudar os meninos da CERCI a cortar a relva!
i) Atirar electrodomésticos pela janela da minha cozinha!
j) Escrever revistas de parede bué fixes!
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"Happy family vai ao campo"!
Depois de “Anita no jardim” e
Eva Gina
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"Sala de estudo transformada em "Blind Date's Room"
Não sabes o que é um “Blind Date”!?
A RACHA informa-te… “Blind Date” é o nome dado pelos americanos a encontros de cariz afectivo, em que as pessoas envolvidas nunca se conheceram. Este tipo de encontros “às cegas”, ou são sugeridos por amigos das duas partes, ou, como é muito comum na América, organizados por uma agência experiente nestas andanças (dating system)! Numa sessão deste género, é atribuído um número a cada pessoa e de forma aleatória vão sendo formados “casais”, que tem alguns minutos (5 a 10, normalmente) para se conhecerem e trocarem expectativas. Após o tempo destinado a cada casal toca uma campainha e vão trocando entre si… No final, se ambas as partes estiverem interessadas, através do número, é possível aceder a algumas informações e assim marcar um encontro mais formal!
Agora de maneira menos formal, isto é, sem agências, sem números nem campainhas, parece que a nossa ex-pacata Sala de Estudo tem vindo a ser usada para este género de situações um tanto ou quanto incómodas para os residentes que pretendem ter o seu estudo em dia! Tendo em conta o número de utilizadores frequentes e, até mesmo, pontuais dos novos serviços da Sala de Estudo, acreditamos que um pequeno investimento em números de papel, uns alfinetes para fixar os respectivos números ao peito e uma pequena campainha, seria deveras rentável para a entidade que tomar a iniciativa de pegar neste negócio…
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Todos diferentes todos iguais
Porque todos pagamos 60 €uros e 45 cêntimos...
Devido á escassez de RGR’s e como a afixação de cartazes não tem surtido o efeito pretendido, a presidente da mesa teve necessidade de por em prática as suas aptidões pedagógicas em novas vertentes. As suas novas Intervenções sobre os irrequietos “Guetianos Juvenis” são ministradas sob a forma “Raspanete no Corredor” e “Queixinhas ao Segurança”. Após estes acontecimentos os delinquentes estão indignados, pois já não podem usufruir dos 60.45€, para despejar a sua raiva natural nas portas dos quartos, em copos de vidro á porta da casa de banho, e comida alheia!
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A RACHA tem o orgulho de anunciar a forçada adesão às novas tecnologias, uma vez que a “publicação” nas paredes se mostrou tão difícil. Embora tivéssemos um estafeta especial, este revelou-se algo incompetente, tendo sido flagrado! Assim passamos para o mundo da blogosfera onde ninguém nos pode calar. Por mais reboco que ponham sobre a RACHA, esta, uma vez aberta, não volta a fechar!!!!!!!
Esperamos que o novo formato mais interactivo vá de encontro às vossas expectativas. Os nossa equipa de repórteres continua de caneta aguçada para que todos se divirtam com este novo espaço de humor e reflexão.
Quem não quiser ler, já sabe, agora não é preciso arrancar nada: basta clicar no botão do canto superior direito, sempre ao dispor.
Com os melhores cumprimentos Rachianos!
Eva Gina, Petra Pimbolin, Celina Diona, Florinda Gaita